Soluções de Gestão de Saúde Ambiental em operações logísticas nos Portos

ago 19, 2016

Quando o assunto são impactos ambientais, veja a soluções para conter e combater os danos gerados pela operação logística.

Causando diversos impactos ao meio Ambiente e também às grandes cidades que os rodeiam, os complexos portuários tem papel fundamental quando o assunto é preocupação com o meio ambiente. Não muito distantes, as embarcações que atracam

nos portos e até mesmo outros modais, como aeroportos, são causadoras de danos ambientais.

Nesse sentido, a Fumajet trabalha com foco na gestão e saúde ambiental de portos e embarcações (Onshore/ Offshore), aeroportos, projetos de construção civil pesada, grandes eventos e empreendimentos, além de clientes privados e governamentais, com atuação em todo o Brasil e Exterior.

Em um país que vive um quadro crítico quando o assunto são doenças transmitidas por mosquitos do gênero Aedes, a coisa fica mais assustadora quando dados apontam que, só em 2015, foram registrados 1.649.008 casos prováveis de dengue, segundo relatório epidemiológico do Ministério da Saúde.

Pensando nisso, Marcius Costa, CEO da Fumajet | Ambii, conta que a companhia desenvolveu um sistema de gestão de saúde ambiental para atender às normas nacionais e internacionais de controle de endemias. “Oferecemos o monitoramento das operações,

programa de controle de químicos, ações educacionais e estratégias emergenciais,

dando maior segurança ambiental junto aos órgãos regulamentadores”, explica.

Chamado de ECOVEP (Estação de Controle de Vetores e Pragas), a plataforma foi desenvolvida pelo Programa de Encadeamento Produtivo Odebrecht – SEBRAE, do qual a empresa foi selecionada para participar. “O ECOVEP é uma plataforma de gestão de saúde ambiental que agrega todas as tecnologias e processos da Fumajet para controle do meio ambiente, em aeroportos, portos, grandes eventos, empreendimentos, hidrelétricas, usinas e etc.”, explica o CEO.

A companhia, que realiza diversos trabalhos ambientais nos portos do Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Itaguaí, Niterói e ainda negocia atuação nos portos de Itajaí/ SC, Paranaguá/PR, Santos/SP e outros, combatendo a disseminação do Aedes aegypti, pragas e vetores, destaca a importância desse trabalho e da necessidade de se preocupar com os impactos que as ações causadas pelos complexos trazem ao meio ambiente.

Além disso, há de se lembrar da importância do relacionamento porto-cidade, fator esse que, para o CEO da Fumajet, tem extrema importância: “Essa integração visa aumentar a qualidade do porto e do entorno, aumentando a eficiência das medidas e reduzindo os conflitos com a sociedade do entorno”, explica.

Lembrando da grande presença de diversos resíduos, entre eles sucatas, entulhos, madeiras, resíduos de origem orgânica, cargas mal acondicionadas e em perdimento, Costa destaca que a má manutenção desses resíduos “produzidos” pelas instalações pode trazer sérios riscos à saúde dos cidadãos e ao meio ambiente. “E pioram, à medida que, quando acumulados, propiciam condições favoráveis ao surgimento e à manutenção de criadouros de larvas de insetos, e de ambientes propensos à infestação de insetos adultos e de outros animais transmissores de doenças”, ressalta.

Nas operações com containers e de carga e descarga dos granéis sólidos, o executivo destaca ainda a necessidade de um acondicionamento e armazenamento específico, além de uma limpeza nos diversos ambientes portuários. “Quando estas são inexistentes ou não há muita preocupação para tal, o saldo é a ocorrência de uma grande quantidade de resíduos dispersos nos pátios e suas imediações.

Levando-se em consideração que dentre estes resíduos estão os grãos alimentícios, seu excesso serve como lastro para a nutrição de animais sinantrópicos nocivos nas dependências portuárias, principalmente de pombos e ratos”, completa. Para ele, não se pode pensar na relação do porto com a cidade sem que se leve em conta os impactos social, ambiental e histórico cultural. “A integração no planejamento, gestão e operação das políticas urbanas e portuárias, beneficiam o porto, a cidade e a população. Os impactos provocados pelos portos na vida das cidades convivem com o desenvolvimento advindo da atividade portuária, vital para o equilíbrio econômico desses municípios”.

Mencionando o trabalho da SEP (Secretaria Especial de Portos) no desenvolvimento do setor portuário a partir de parcerias que possam promover sua modernização, “sem abandonar os princípios da sustentabilidade e sem perder de vista o interesse público”, Costa destaca que o novo marco regulatório (Lei 12.815/2013) contempla exatamente tais ações. “O novo marco regulatório contempla a adoção de mecanismos que contribuem para a harmonização de políticas, planos e ações dos diversos atores municipais, estaduais e federais, buscando maior integração do porto com a área urbana e reduzindo os impactos negativos, tanto da operação portuária quanto das atividades em áreas urbanas dos municípios”.

O executivo lembra ainda que parte do desafio de harmonizar e melhorar a qualidade da saúde ambiental dos portos e aeroportos do Brasil também compete a eles próprios: “Gerenciar os impactos ambientais da atividade portuária é uma responsabilidade dos portos, regulamentada por leis internacionais e nacionais e acompanhada/ fiscalizada por órgãos nacionais e regionais. É um imperativo relativamente novo, que exige das autoridades portuárias mudança de cultura e esforço de conhecimento e atendimento à nova legislação”.

Ele enfatiza ainda que a companhia atua em parceria com os portos, aeroportos e grandes organizações, com a finalidade de desenvolver as ações necessárias para mitigar os impactos ambientais e solucionar problemas.

Entre as ações da plataforma, Marcius Costa elenca o ECOVEP LAB (Container) P.A Ponto de Apoio da OMS; técnicas avançadas em análise e controle (Fauna Sinantrópica, tratamento de água, limpeza de reservatórios e potabilidade e análise do ar); sistema GPS de rastreamento e gerenciamento das operações; técnica de monitoramento e analise de espécies; o programa de controle de químicos; ações educacionais; processos e equipamentos exclusivos (Motofog, Elétrico UBV, GPS); certificações e regulamentações nacionais e internacionais e automatização de todo o sistema de coleta de dados, relatórios das ações de campo, controle de insumos e indicadores gerais.

Além disso, o executivo destaca o programa de controle de químicos, para o qual a companhia detém patentes e certificações internacionais, em tecnologias e métodos de monitoramento ambiental.

“O objetivo é torná-lo imune a qualquer tipo ou espécie de pragas ou vetores. Nós somos a única empresa brasileira neste segmento, que detém a certificação Chemical Leasing, reconhecida pela ONU/ UNIDO – United Nations Industrial Development Organization e Federal Ministry for the Envinronment Nature Conservation, Building and Nuclear Safety – EUA, Áustria, Suíça e Alemanha”, destaca.

Para Costa, os sistemas de gestão e ferramentas tecnológicas específicas são fundamentais para mitigar os problemas de saúde pública.

“Através de estratégias inteligentes, em parceria com as Secretarias Municipais da Saúde e ANVISA, principalmente no estado de alerta nacional no combate ao Aedes aegypti, com um surto de Zica, Dengue e Chikungunya conseguimos tornar o ambiente mais saudável, mapeando e implantando métodos de manutenção, controle e combate de pragas e vetores”, disse, lembrando ainda que tais ações ajudam a preservar o meio ambiente, com a redução na utilização de produtos químicos, além de outras ações.

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